Atrativos
São João Del Rei

Igreja São Francisco de Assis
A Igreja de São Francisco de Assis, em São João del-Rei, começou a ser construída em 1774 pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis, confraria formada por leigos que seguiam a espiritualidade franciscana. Erguida durante o auge do ciclo do ouro, a igreja representa um dos mais importantes exemplares do barroco e do rococó mineiro. A autoria do projeto da fachada é tradicionalmente atribuída a Antônio Francisco Lisboa, embora não exista documentação conclusiva que comprove sua participação direta em toda a obra. Sua construção estendeu-se por várias décadas, sendo concluída no século XIX. O interior destaca-se pela rica talha dourada, pelas pinturas e pelos altares, que refletem a habilidade dos artistas coloniais. Tombada como patrimônio histórico, a igreja permanece como um dos maiores símbolos da arte, da fé e da história de São João del-Rei, integrando até hoje as tradicionais celebrações da Semana Santa.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário é o templo religioso mais antigo de São João del-Rei e está intimamente ligada à história da população negra na formação da cidade. Sua origem remonta à fundação, em 1708, da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, considerada a primeira confraria organizada do antigo Arraial Novo do Rio das Mortes. A primeira capela foi inaugurada em 1719, no mesmo local onde se encontra a igreja atual. Em 1751, o templo começou a ser ampliado e reconstruído, assumindo as dimensões que conserva até hoje, como registra a inscrição de 1753 em sua portada. No início do século XX, a fachada recebeu as duas torres atuais, projetadas pelo arquiteto Rossino Baccarini, preservando a harmonia do conjunto histórico. Seu interior abriga rica decoração em talha rococó, retábulos e imagens sacras de grande valor artístico. Mais do que um monumento religioso, a Igreja do Rosário representa a fé, a resistência e o protagonismo de africanos escravizados, libertos e seus descendentes, que encontraram na irmandade um espaço de devoção, auxílio mútuo e preservação de suas tradições culturais.

Igreja de Nossa Senhora das Mercês
Igreja de Nossa Senhora das Mercês, em São João del-Rei, tem suas origens em meados do século XVIII e está ligada à devoção mariana e à Arquiconfraria de Nossa Senhora das Mercês. Documentos da época registram a existência de uma capela dedicada à santa já em 1751, ano em que a Câmara da Vila regularizou a concessão do terreno para sua edificação. A devoção a Nossa Senhora das Mercês, invocada como protetora dos cativos, chegou à região por influência da Ordem Mercedária. A irmandade acolhia, principalmente, homens e mulheres pardos livres e libertos, oferecendo um espaço de prática religiosa, auxílio mútuo, assistência aos irmãos e sepultamento digno, funções características das confrarias leigas do período colonial. Ao longo do século XIX, a igreja passou por importantes reformas e ampliações, adquirindo a configuração arquitetônica que preserva até hoje. Erguida em um dos pontos mais altos da cidade, destaca-se pela elegante escadaria, pela fachada de inspiração rococó e pelo interior com elementos decorativos de diferentes épocas. Além de seu valor artístico e histórico, a Igreja de Nossa Senhora das Mercês permanece como um importante espaço de fé e integra o rico patrimônio religioso de São João del-Rei.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar
Para facilitar o acesso dos fiéis à antiga Vila de São João del-Rei, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar começou a ser construída em 1721, por iniciativa da Irmandade do Santíssimo Sacramento. A nova matriz substituiu um templo mais antigo, localizado no Morro da Forca, que já não atendia às necessidades da população e havia sido danificado durante a Guerra dos Emboabas. A capela-mor foi inaugurada em 1724, mas as obras prosseguiram por várias décadas, sendo o templo praticamente concluído por volta de 1750.
Seu interior é considerado um dos mais ricos exemplares do barroco mineiro. A igreja reúne magníficas talhas douradas, pinturas, imaginária sacra e altares que testemunham a prosperidade de São João del-Rei durante o ciclo do ouro. Destacam-se o altar-mor dedicado a Nossa Senhora do Pilar, o sacrário em forma de globo terrestre e importantes obras de arte trazidas de Portugal no século XVIII. A fachada, reformulada no século XIX, apresenta características neoclássicas, contrastando harmoniosamente com o exuberante interior barroco.
Em 1960, com a criação da Diocese de São João del-Rei, a antiga matriz foi elevada à categoria de Catedral, tornando-se a sede do bispado. Cinco anos depois, recebeu do Papa o título de Basílica Menor, passando a ser conhecida como Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar. Além de seu profundo significado religioso, o templo é um dos maiores patrimônios históricos e artísticos de Minas Gerais, preservando mais de três séculos de fé, arte e tradição na cidade.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo
A Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em São João del-Rei, é um dos mais importantes exemplares da arquitetura colonial mineira. Sua construção teve início em 1732, por iniciativa da Ordem Terceira do Carmo, irmandade formada principalmente por membros da elite da antiga vila, como comerciantes, militares e proprietários. A capela-mor foi concluída em 1734, enquanto as obras e a ornamentação do templo estenderam-se até o início do século XIX.
Sua arquitetura marca a transição do barroco para o rococó. A elegante fachada, atribuída ao mestre Francisco de Lima Cerqueira, destaca-se pelas torres octogonais, pela portada em pedra-sabão ricamente trabalhada e pela imagem de Nossa Senhora do Carmo acima da entrada principal. No interior, a delicada talha em madeira, os altares e a capela-mor revelam a sofisticação da arte sacra do período colonial. A igreja também preserva um raro cemitério coberto, um dos poucos exemplares existentes no Brasil.
Tombada pelo IPHAN desde 1938, a Igreja do Carmo permanece como um dos principais patrimônios históricos e religiosos de São João del-Rei, reunindo grande valor artístico, arquitetônico e cultural.

Igreja de São Gonçalo Garcia
Localizada no centro histórico de São João del-Rei, a Igreja de São Gonçalo Garcia teve origem em uma antiga capela dedicada ao santo, construída em 1772. O templo atual foi erguido no início do século XX e concluído em 1903, acompanhando o crescimento da cidade e substituindo a antiga edificação.
Com características do estilo neoclássico, apresenta uma fachada elegante, marcada pela torre central, linhas curvas e um adro elevado que a destaca no conjunto urbano. Em seu interior, preserva a devoção a São Gonçalo Garcia, santo franciscano canonizado em 1862, além de outras imagens religiosas.
A igreja é um importante patrimônio histórico e religioso de São João del-Rei, representando a continuidade da fé e da tradição católica que marcaram a formação da cidade ao longo dos séculos.

Capela de Nossa Senhora das Dores
Capela de Nossa Senhora das Dores – São João del-Rei (MG)
Localizada no centro histórico de São João del-Rei, junto ao complexo da Santa Casa de Misericórdia, a Capela de Nossa Senhora das Dores tem sua história ligada à assistência religiosa e social da cidade. A devoção à santa surgiu no contexto da atuação da Santa Casa, instituição criada no século XVIII para acolher enfermos e necessitados.
A atual capela foi reconstruída e inaugurada em 1918, apresentando características arquitetônicas neogóticas, com destaque para sua fachada verticalizada, vitrais e torre única. Seu interior abriga a imagem de Nossa Senhora das Dores, uma das devoções marcantes da Semana Santa sanjoanense.
Mais do que um espaço religioso, a capela representa a união entre fé, tradição e a história da assistência aos mais necessitados em São João del-Rei

Chafariz da Legalidade
O Chafariz da Legalidade é um dos monumentos históricos de São João del-Rei e guarda a memória de um importante episódio político do século XIX. Construído em 1834 pela Câmara Municipal, o chafariz recebeu esse nome em referência ao período em que São João del-Rei tornou-se capital provisória da Província de Minas Gerais, em 1833, durante a chamada Revolta do Ano da Fumaça.
Originalmente localizado no antigo Largo do Rocio (atual Largo Tamandaré), o chafariz também tinha função prática: abastecer a população com água. Junto a ele existia um aqueduto de pedras e tijolos, construído para conduzir água até a região e facilitar o acesso ao Córrego do Lenheiro.
Com o passar dos anos, o conjunto original foi demolido em 1895 e posteriormente o chafariz foi reconstruído, sendo instalado na atual Praça dos Expedicionários, no centro da cidade. Sua arquitetura apresenta elementos de cantaria, volutas e ornamentos que preservam características dos antigos chafarizes mineiros.
Hoje, o Chafariz da Legalidade representa um importante registro da história urbana e política de São João del-Rei, unindo memória, arquitetura e patrimônio.

Rua Santo Antônio (Rua das Casas Tortas)
A Rua Santo Antônio é uma das vias mais antigas do centro histórico de São João del-Rei e guarda em suas pedras a memória dos primeiros tempos de formação da cidade. Surgida ainda nos núcleos iniciais de povoamento do antigo Arraial Novo do Rio das Mortes, por onde circulavam bandeirantes e sertanistas, a rua mantém o traçado estreito e sinuoso característico das antigas vilas coloniais mineiras.
Minas Gerais
Conhecida popularmente como Rua das Casas Tortas, seu nome vem do aspecto singular de suas construções centenárias, que apresentam fachadas inclinadas e alinhamentos irregulares, resultado das características construtivas e das transformações ocorridas ao longo dos séculos. Esse conjunto arquitetônico preserva a simplicidade e a beleza das casas coloniais, com seus beirais, janelas coloridas e paredes de alvenaria.
Além do valor arquitetônico, a rua reúne importantes referências culturais da cidade, como a Capela de Santo Antônio, a sede da Banda Teodoro de Faria, a casa onde nasceu o padre e músico José Maria Xavier, além das tradicionais orquestras bicentenárias Ribeiro Bastos e Lira Sanjoanense, símbolos da forte tradição musical são-joanense.
Minas Gerais
Mais do que um cenário para fotografias, a Rua Santo Antônio é um verdadeiro testemunho da história de São João del-Rei: um lugar onde arquitetura, música e memória se encontram, revelando a identidade de uma das cidades históricas mais importantes de Minas Gerais.

Estação Ferroviária de São João del-Rei (EFOM)
Inaugurada em 28 de agosto de 1881, a Estação Ferroviária de São João del-Rei marcou um novo período de desenvolvimento econômico e social para a cidade. A chegada da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM) aproximou a região dos grandes centros comerciais, facilitando o transporte de pessoas, mercadorias e a expansão das atividades industriais. A cerimônia de inauguração contou com a presença do Imperador Dom Pedro II.
O complexo ferroviário, formado pela estação, oficinas, rotunda e pátios, tornou-se um dos mais importantes conjuntos de preservação ferroviária do Brasil, sendo tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1989. Atualmente, o espaço mantém viva essa memória por meio do Museu Ferroviário e da tradicional Maria Fumaça, que liga São João del-Rei a Tiradentes.
A antiga estação permanece como símbolo da modernização mineira no final do século XIX e como testemunho da importância dos caminhos de ferro na formação histórica de São João del-Rei.

Theatro Municipal de São João del-Rei
Inaugurado em 2 de fevereiro de 1893, o Theatro Municipal de São João del-Rei nasceu da necessidade de substituir o antigo Teatro São-Joanense, construído em 1839 e destruído após um desabamento em 1889. Erguido às margens do Córrego do Lenheiro, tornou-se um dos principais espaços culturais da cidade e um dos mais antigos teatros ainda em funcionamento no Brasil.
O edifício passou por importantes reformas ao longo de sua história, especialmente entre 1922 e 1925, quando recebeu a fachada de inspiração greco-romana que caracteriza sua aparência atual. Seus elementos decorativos, como as máscaras que representam o drama, a comédia e a tragédia, refletem a tradição teatral clássica.
Durante décadas, o Theatro Municipal foi palco de peças teatrais, concertos, apresentações musicais e também exibições cinematográficas, tornando-se um importante centro de convivência artística e social para a população sanjoanense. No final do século XX, após um período de abandono, passou por um processo de recuperação e modernização, concluído em 2003, retomando sua função como espaço dedicado à cultura.
Hoje, preservado como patrimônio cultural de São João del-Rei, o Theatro Municipal continua recebendo espetáculos, festivais e manifestações artísticas, mantendo viva a tradição cultural de uma cidade marcada pela música, pela história e pelas artes.

Ponte da Cadeia e Antiga Casa da Cadeia
A Ponte da Cadeia é um dos mais importantes exemplares da arquitetura colonial de São João del-Rei. Construída em pedra no final do século XVIII, em 1798, substituiu uma antiga ponte de madeira que havia sido destruída durante uma procissão. Sua função era garantir a ligação entre as duas margens do Córrego do Lenheiro, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias no centro da antiga vila.
O nome “Ponte da Cadeia” está relacionado ao edifício histórico localizado junto a ela, onde funcionava a antiga Casa de Câmara e Cadeia. No período colonial, esses prédios reuniam as funções administrativas e judiciais da vila, abrigando a Câmara Municipal no pavimento superior e a cadeia pública no andar inferior, representando a presença do poder político e da justiça na sociedade da época.
Com seus arcos de pedra e sua integração ao conjunto arquitetônico do centro histórico, a ponte permanece como um símbolo da memória urbana de São João del-Rei, testemunhando a transformação da antiga vila mineradora em uma das cidades históricas mais preservadas de Minas Gerais. O conjunto faz parte do patrimônio cultural protegido pelo Iphan.
_jfif.jpg)
Museu Regional de São João del-Rei
Museu Regional de São João del-Rei está instalado em um casarão colonial do século XVIII, um dos mais importantes exemplares da arquitetura civil da cidade. O edifício pertence ao patrimônio da União e, desde 1958, abriga um museu administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Seu acervo reúne móveis, imagens sacras, documentos, utensílios domésticos, objetos de uso cotidiano e peças ligadas à história social, econômica e cultural da antiga região das Vertentes. A exposição apresenta aspectos da formação de São João del-Rei durante o Ciclo do Ouro e mostra a evolução da vida urbana ao longo dos séculos XVIII e XIX. Além de preservar importantes bens históricos, o museu promove exposições temporárias, ações educativas e atividades culturais, tornando-se uma referência para quem deseja compreender a identidade e a memória da cidade e de toda a região.

Museu de Arte Sacra de São João del-Rei
O Museu de Arte Sacra de São João del-Rei, inaugurado em 1984, está instalado em um casarão histórico da antiga Rua Direita (atual Rua Getúlio Vargas), prédio que abrigou a antiga Cadeia Pública da cidade. Criado para preservar o patrimônio religioso das tradicionais irmandades e ordens terceiras, o museu reúne um dos mais importantes acervos de arte sacra de Minas Gerais. Entre as peças expostas estão imagens dos séculos XVIII e XIX, alfaias litúrgicas, paramentos, pratarias, oratórios e documentos históricos, além de obras de grande valor artístico, como um Cristo Flagelado atribuído a Aleijadinho. O espaço revela a riqueza da religiosidade, da arte barroca e da história de São João del-Rei, permitindo ao visitante compreender a importância das irmandades na formação cultural e espiritual da cidade.

Museu da FEB
O Museu da FEB de São João del-Rei preserva a memória dos brasileiros que participaram da Segunda Guerra Mundial como integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Instalado no centro histórico da cidade, o espaço reúne um importante acervo composto por uniformes, capacetes, armamentos desativados, fotografias, documentos, medalhas e objetos utilizados pelos soldados brasileiros durante a campanha da Itália, entre 1944 e 1945. O museu também homenageia os expedicionários da região do Campo das Vertentes, destacando suas histórias de coragem e patriotismo. Além de seu valor histórico, o local promove atividades educativas e contribui para manter viva a memória da participação do Brasil no maior conflito do século XX, tornando-se um importante ponto de visita para estudantes, pesquisadores e turistas interessados na história militar brasileira.
